Sindicato Comerciarios
25 de julho de 2013 às 6:52

ATLÉTICO VOLTA A CONQUISTAR UM TITULO DE GRANDE EXPRESSÃO APÓS 40 ANOS

 

Atlético-MG 2 (4) x (3) 0 Olimpia-PAR – Galo é campeão da América!

 Belo Horizonte, MG, 25 (AFI) – O raio do Atlético-MG caiu duas vezes no mesmo lugar. Depois de reverter grande desvantagem na semifinal, o time do técnico Cuca voltou à carga na noite desta quarta-feira ao anular a vitória do Olimpia por 2 a 0, no jogo de ida, com um triunfo pelo mesmo placarno tempo normal, um 0 a 0 na prorrogação e o salvador 4 a 3 nos pênaltis. A mais nova virada histórica do Atlético assegurou o inédito e sonhado título da Copa Libertadores, em um lotado Mineirão.

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De uma só vez, o troféu acabou com a pecha de que o time só conquistava torneios regionais e consolidou a posição do Atlético no panteão dos grandes do Brasil. O título ainda pôs fim à fama de “azarado” de Cuca, que até então só havia faturado estaduais. Com uma parceria bem-sucedida com a experiência de Ronaldinho e Diego Tardelli e a juventude de Bernard, o treinador obteve seu maior troféu da carreira.

Como aconteceu no duelo da semifinal, o Atlético sofreu em campo e levou à torcida ao desespero. Apesar da pressão constante, o time mineiro só chegou ao primeiro gol no início da segunda etapa, com Jô. O segundo veio apenas aos 41, da cabeça do zagueiro Leonardo Silva. Depois de uma prorrogação desgastante, os brasileiros conquistaram a Libertadores nos pênaltis pelo placar de 4 a .

A final desta quarta não foi histórica apenas em razão do título inédito do Atlético. A segunda partida da decisão contou com um recorde de renda: R$ 14.176.146,00. A cifra é superior ao dobro da marca anterior, de R$ 6.948.710,00, registrada também neste ano, no duelo entre Flamengo e Santos, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

 Galo mal…
O Galo começou na pressão, em cima, buscando o primeiro gol, mas quem quase fez foi o Olimpia, aos quinze, num rápido contra-ataque. Bareiro fez linda jogada individual, invadiu a área e bateu com força. Mas, Victor, bem posicionado fez uma importante defesa e salvou o Galo. Ainda com mais posse de bola e pressionando, a cada minuto que passava, o nervosismo aumentava.

A primeira grande chance foi aos 19, com Ronaldinho. Josué fez boa jogada, lançou para Bernard, que cruzou na medida. Gaúcho subiu e testou muito perto do gol paraguaio. O tempo passava e o Galo parecia estar nervoso, com dificuldades na criação das jogadas.

Aos 33, mais uma vez, quem chegou com perigo, foi o Olimpia. Alejandro Silva invadiu a área sozinho e bateu fraco, facilitando a defesa de Victor. Aos 37, o Galo tentou com Tardelli, que isolou por cima do gol. No final do primeiro tempo, nenhum dos times criou nada.

 

Gols e festa!
Se os torcedores ficaram nervosos no primeiro tempo, na etapa final, o alívio aconteceu logo no primeiro minuto. Após cruzamento de Rosinei, Pittoni falhou e a bola sobrou para Jô, que bateu rasteiro, com força, abrindo o placar e levando o Mineirão ao delírio.

O Galo foi com tudo para cima e aos cinco quase fez com Tardelli. Bernard cruzou, Tardelli bateu de primeira para uma boa defesa de Martín Silva. No rebote, Jô testou por cima. O caldeirão parecia ferver e aos 14, mais uma vez, os torcedores ficaram no quase. Michel cruzou na medida para o zagueiro Leonardo, que subiu e testou na trave paraguaia.

O Olimpia tentava catimbar ao máximo o jo.o. E. aos 38, os paraguaios tiveram sua melhor chance no segundo tempo. Ferreyra foi lançado, Victor saiu do gol, mas não conseguiu o corte. Mas, na hora do chute, o paraguaio escorregou e a defesa do Galo afastou o perigo. No minuto seguinte, o zagueiro Mansur cometeu falta na entrada da área e acabou sendo expulso.

A pressão era forte e aos 42, enfim, o grito saiu da garganta dos torcedores. Bernard cruzou na medida para o zagueiro Leonardo Silva que testou no ângulo de Martín Silva, vendido na jogada. Com isto, a decisão foi para Libertadores.

 

Prorrogação!
Como esperado, na prorrogação, o Galo ficou em cima, pressionando e aos nove minutos do primeiro tempo quase fez. Após cruzamento, Réver subiu mais que todo mundo e acertou o travessão paraguaio.

A melhor chance da etapa final aconteceu com o Olimpia. Aos nove minutos do segundo tempo, numa cobrança de falta, Pittoni bateu com categoria, rente a trave de Victor, que ficou travado no chão e acompanhou com os olhos.

 

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